ABRAÇO SIMBÓLICO: “EU ABRAÇO A EDUCAÇÃO PÚBLICA, UNIVERSAL, LAICA E GRATUITA

Vamos nos reunir para realizar um abraço simbólico às Universidades e Educação Públicas brasileiras. Durante o abraço, em referência às artes e à cultura que permeiam as atribuições formativas da educação, vamos embrulhar o quarteirão da PV em tecido, no qual serão escritas palavras de apoio às Universidades Federais.

 

Programação Completa:
ABRAÇO SIMBÓLICO: “EU ABRAÇO A EDUCAÇÃO PÚBLICA, UNIVERSAL, LAICA E GRATUITA”

A arte é a minha forma de conhecimento do mundo. Ligia Pape

Local de concentração: UFRJ/PV, em frente à entrada da ECO.
Mobilização: 2000 pessoas: servidores, professores e alunos da UFRJ e UNIRIO.
Data: 11/06/2012
Horário: a partir das 9:00H.
Proposta: Reunir cerca de 1000 pessoas para realizar um abraço simbólico às Universidades Públicas e divulgar folhetos explicativos sobre a Greve à população. Durante o abraço, em referência às artes e à cultura que permeiam o rol de atribuições formativas de incumbência da Universidade, os participantes, seguindo a proposta de Christo, irão embrulhar o quarteirão da PV em tecido, no qual serão escritas palavras de apoio às Universidades Federais. Em referência à artista brasileira Ligia Pape, o tecido escrito será então recortado em longas faixas de 3 a 5 metros, com buracos nos entremeios, para ser utilizada conjuntamente por vários participantes da caminhada prevista para dia 12/06, não como Divisor (1968), mas como trama que une as pessoas ali reunidas:

Christo Javacheff
Abandonando a abstração, Christo introduz em seus trabalhos elementos retirados do cotidiano, realizando suas primeiras empaquetages com objetos embrulhados: latas, garrafas, móveis. Tais obras, que vedam e escondem seu conteúdo, mas deixam-no implícito pelo seu contorno, interferem em sua funcionalidade, evidenciando um caráter puramente estético e questionador de seu papel antropológico na cultura humana.
Fonte: http://www.mac.usp.br/mac/templates/projetos/roteiro/PDF/15.pdf

Ligia Pape:
Nos anos 1950, Lygia Pape questionava o caráter objetual da arte e criava experiências que ressaltavam o processo e o conceito da obra. Inicialmente comprometida com a pesquisa geométrica do movimento concreto, chega mais tarde a um entendimento da arte que incluía, além do raciocínio, a sensibilidade, a criatividade e a participação. Passou a integrar e reconfigurar as percepções e os movimentos cotidianos, misturando linguagens para levá-las ao mundo como narrativa aberta. Em 1968, Lygia Pape encomenda a confecção de um enorme tecido branco com vários buracos por onde possam passar cabeças e convida um grupo de pessoas a usá-lo ludicamente. Cada uma delas ocupa seu espaço, novos participantes se unem e da reunião coreográfica de movimentos individuais num mesmo corpo forma-se O divisor. O tecido repousa sobre os ombros, isolando da vista dos participantes a coreografia improvisada que executam. Quem está dentro vê apenas as cabeças dos outros e as dobras no tecido, combinadas às sombras em movimento. De fora, vislumbra-se um oceano de pessoas em trânsito: individualidades que se afirmam pelo destaque dos rostos, mas cuja caminhada resulta de uma negociação coletiva.
Fonte: http://www.bienal.org.br/FBSP/pt/29Bienal/Participantes/Paginas/participante.aspx?p=118

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